Sai nos dias de maior fluxo

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Karma police

Que género de carma atrairá para Portugal a liberalização do aborto? Esta reflexão, bastante pertinente, diga-se, faz parte de uma conferência levada a cabo por uma organização qualquer new age e que vi anunciada aí num sítio qualquer. Espanta-me não ter visto ainda nenhuma referência a esta problemática nos Tempos de Antena, sobretudo tendo em conta que ainda ontem vi um tal de Profesor Carlos Borrego a dizer que se cria legislação para proteger garças, cegonhas e outras espécies que tal mas para proteger a espécie humana tá quieto! Eu contraponho: donde vêm os bébés? Não são as cegonhas que os trazem lá da França? Ao proteger a cegonha não se está a proteger a natalidade e consequente perpetuação da espécie humana? Mas adiante, ao que interessa: o carma. Ou karma. Desconhecia que o carma pudesse ser atraido por uma nação. Ou que uma nação tivesse carma, per se. Julgava que isso estava inerente ao indivíduo e ao seu ciclo de vidas (plural) neste planeta. Mas pelos vistos o chamado carma obedece às divisões administrativas. Em Espanha, onde se pode abortar, o carma é negativo, segundo o ponto de vista deste people. Mas não passa a fronteira para o lado de cá. Ora isto vai contra a norma europeia da livre circulação de passageiros e mercadorias com aquela treta da abolição das fronteiras e não sei o quê. O carma não deveria circular livremente dentro do chamado espaço Schengen? Esperem lá, só se não for bem assim... Calhando, o tal de carma é tipo a rede dos telemóveis, cada país tem a sua cobertura. Mas e se o operador da rede de carma negativo de Espanha tiver muita potência junto às fronteiras, tipo em Badajoz onde se aborta legalmente à fartazana? O pessoal de Elvas deve estar sempre a mamar com carma negativo, tipo quando um gajo se aproxima de Espanha e recebe um SMS "visitando a España?". Mas porque é que não se passa o inverso? Porque é que o pessoal da raia espanhola não apanha com o nosso actual carma positivo e desiste de abortar? O nosso operador de carma positivo é muito fraco e deve ter pouca cobertura nas zonas fronteiriças, só pode. Mas convém pensar bem sobre o assunto antes de votarem no Domingo. Ou então a conferência não é sobre o carma mas sim a Carmen, que não faço ideia do que seja ou quem seja. E se assim é não vale a pena reflectir.



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