Sai nos dias de maior fluxo

sexta-feira, novembro 03, 2006

Vidas - Zuca Zuca Cinderela, vulgo Jorge Nuno Pinto da Costa

O semanário Sol publica amanhã a primeira parte de uma biografia de Jorge Nuno Pinto da Costa, no âmbito do seu 25.º aniversário como presidente do Futebol Clube do Porto. Deste modo, O Período vê-se na obrigação de antecipar a sua versão dos factos, resultante de uma investigação de mais de 4 anos levada a cabo por um escorredor deste pasquim disfarçado de uma alternadeira de seu nome Carolina Salgado. Aqui vai:

Beija o sol o velho casario da ribeira até à foz. A 50 km da Invicta, em Amarante, Jorge Nuno Pinto da Costa tira o seu BMW série 6 de marcha atrás pelo portão das traseiras do bar Alterne-activo. Minutos antes, despedira-se de mim com um beijo e quatro notas de 20 euros para tabaco e diafragamas. Mas nem sempre foi assim. Na sua infância a sua alcunha era Pituca, nome mimoso posto pela sua mãe, Pinta da Costa.


Pinto da Costa com o seu irmão Pinto da Costa

Na escola era conhecido por Zuca Zuca Cinderela vá-se lá saber porquê. Quando lhe perguntei isso respondeu-me com uma sarrafada à Paulinho Santos. Sei que depois a sua alcunha mudou para Jójó Nunu Pipi Cócó e só depois para Pinto da Costa. Aos 10 anos era defesa-central da equipa do colégio dos jesuítas de Santo Tirso, exímio no jogo aéreo e afamado na distribuição de fruta.


Pinto da Costa já com a alcunha de Pinto da Costa, na equipa de futebol

Isto vir-lhe-ia a ser muito útil anos mais tarde. Foi precisamente antes de um jogo inter-colegial que Pinto da Costa viu ser entregue na casa do árbitro, o sacristão da capela, uma peça de fruta de Trás-os-Montes. Sentindo-se atraiçoado, abandonou a prática desportiva e iniciou-se ele mesmo na entrega pessoal de fruta, agora na categoria de vice-presidente da secção de futebol do colégio dos jesuítas. Com o florescimento da Delta cafés e a banalização do consumo deste estimulante, Pinto da Costa, visionário como sempre, decidiu trocar a fruta por este novo item. Sendo muito novo ainda para cimbalinos, Pinto da Costa misturava-os com leite, dando origem áquilo a que ele chamou “café com leite”. Foi precisamente esta mistura que o levou à expulsão do colégio, após ter sido apanhado a consumir ele mesmo um cafézinho com leite e um rebuçadinho no final de um jogo, conjuntamente com o trio de arbitragem e o Padre Meirelles, reitor do Colégio adversário, curisosamente derrotado nessa partida. Tinha então Pinto da Costa 35 anos e estava a acabar o 9.º ano. Juntamente com o seu boneco do pano, Hilário, foi bater à porta do Estádio da Antas, onde lhe ofereceram o cargo de presidente do Futebol Clube do Porto. Trocou o Hilário por Reinaldo Teles, comprou umas gafas com armação de osso e lentes de lodo e começou a desancar nos mouros, exaltando ânimos e dividindo o país em Sul e Norte Atlântico, já que Trás-os-Montes não lhe interessava para nada.


Pinto de la Cuesta y sus gafas magicas

Faliu umas quantas empresas de grés mas montou um importante negócio de importação e distribuição de fruta, café com leite e rebuçadinhos, tornando-se assim o presidente de um clube português com mais títulos e mais putas. Com ele o FCP cresceu, tornando-se o clube mais importante do distrito do Porto, ultrapassando o Boavista FC e o Sport Comércio e Salgueiros. Em 2004 foi nomeado, conjuntamente com outras personalidades do mundo da Bola para os prémios Apito Doirado, estando a atribuição do mesmo suspensa por suspeita de irregularidades no processo de decisão do laureado final.


Eu e o meu amor Pinto da Costa antes da coça

Há meia dúzia de meses descobriu que eu não era virgem e deu-me um enxerto de porrada, expulsando-me do Porto e obrigando-me a ir morar para Vila Nova de Gaia.



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