Sai nos dias de maior fluxo

quinta-feira, outubro 27, 2005

Nunca mais é sábado...

Adoro sábados. Adoro sair da cama quando quiser. Adoro o facto, se quiser, posso não tomar banho logo ao acordar. Adoro andar a manhã toda com os boxers de algodão que vesti no dia anterior, já todos disformes e alargados pelas mais de 24 horas de uso intenso, com a abertura para mijar entreaberta, deixando uns pintelhinhos mais afoitos a espreitar. Adoro deitar-me no chão da sala com as pernas escancaradas e com os tomates descaídos, um para cada uma daquelas aberturas que os boxers têm para introduzir as pernas. Adoro sábados porque é quando pelo menos o meu prepúcio vê a luz do dia. Adoro não ter que fazer a barba. Adoro não ter que pôr desodorizante. Adoro não ter que me vestir. Adoro andar com ramelas no canto dos olhos e com o cabelo a escorrer sebo. Sinto-me como o Dias Ferreira. Adoro, ao fim do dia, de cada vez que mexo as pernas, sentir o cheiro da minha masculinidade. Adoro fazer o refogado e ver gotículas de azeite quente acumularem-se nos pêlos da barriga. Adoro pisar descalço as unhas cortadas dos pés há meses no chão da casa de banho. Adoro não ter que sacudir a pila no fim de mijar. Acabo por não fazer nada disto mas adoro a liberdade que os sábados me dão.



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